O desfile da Acadêmicos do Grande Rio levou para a Marquês de Sapucaí um enredo inspirado no Manguebeat, mas com um elemento que interessa diretamente à cena amazônica: a participação criativa do Pará na construção do samba-enredo.

Entre os compositores estão dois paraenses, responsáveis por ajudar a transformar um movimento cultural de resistência em narrativa de samba. A presença desses autores reforça algo que a música do Pará já mostra há décadas: a cultura feita fora do eixo não apenas influencia, como também escreve a história da música popular brasileira.

Depois de colocar o Pará no centro do Carnaval em 2025, a Grande Rio volta a abrir espaço para vozes amazônicas — agora em um enredo que fala de periferia, identidade e inovação. O resultado é a confirmação de que, quando a cultura popular ocupa a avenida, o Pará não está só representado: está participando ativamente da criação.